
A Prefeitura de Praia Grande realizou mais uma operação de combate à receptação de objetos em ferros-velhos da cidade na noite desta quinta-feira (16). A força-tarefa vistoriou sete estabelecimentos e resultou no fechamento de seis deles por apresentarem irregularidades estruturais e falta de documentação.
A ação integra a estratégia da administração municipal para intensificar a fiscalização desses comércios e reduzir a ocorrência de furtos e roubos, especialmente de materiais metálicos e equipamentos de concessionárias de serviços públicos.
Segundo a Prefeitura, a medida atende a uma determinação do prefeito Alberto Mourão para ampliar o combate à receptação, considerada um dos principais fatores que estimulam crimes patrimoniais.
Desde 2025, já foram realizadas nove operações semelhantes em diferentes regiões do município, com foco na fiscalização de ferros-velhos e estabelecimentos que comercializam sucatas e materiais recicláveis.
Durante a ação desta quinta-feira, as equipes também apreenderam um veículo e abordaram 42 pessoas, que foram qualificadas e tiveram os dados pesquisados pelas forças de segurança.
Entre os materiais normalmente encontrados nesses locais e que podem ser provenientes de furto ou roubo estão celulares, portões de garagem, fios de cobre e relógios de água e energia elétrica.
De acordo com o secretário municipal de Assuntos de Segurança Pública, Maurício Vieira Izumi, o principal foco desta operação foi o horário de funcionamento dos ferros-velhos, já que a legislação municipal proíbe a abertura desses estabelecimentos após as 18 horas.
“Fizemos um levantamento e apuramos que alguns estavam funcionando fora do horário permitido. O furto é um crime difícil de ser flagrado, então essas operações têm um caráter educativo e preventivo que vem surtindo o efeito que esperamos”, explicou o secretário.
A operação contou com a participação de equipes da Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Militar, fiscais da Secretaria de Urbanismo (Seurb), Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e representantes de concessionárias como Sabesp, CPFL e empresas de telefonia.
A presença das concessionárias é considerada fundamental para a identificação de materiais pertencentes às redes de água, energia e telecomunicações, como fios, cabos e relógios de medição eventualmente localizados durante as vistorias.
Conforme o Código Penal Brasileiro, o crime de receptação ocorre quando alguém adquire, recebe, transporta, oculta, mantém em depósito, desmonta, vende ou utiliza, em proveito próprio ou de terceiros, um objeto que sabe ou deveria saber ser produto de crime.
A legislação prevê pena de três a oito anos de prisão, além de multa, especialmente quando a conduta ocorre no exercício de atividade comercial ou industrial.
Com a continuidade das operações, a Prefeitura de Praia Grande pretende ampliar a fiscalização sobre estabelecimentos que comercializam sucatas e materiais recicláveis, reforçando o combate à receptação e buscando reduzir os índices de furtos no município.
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