Guarujá Medalha
Guarujá realiza 10ª edição da Medalha Tereza de Benguela na próxima quarta-feira (23)
Honraria reconhece mulheres que se destacam na promoção da igualdade, da justiça e da valorização da cultura afro-brasileira
21/07/2026 10h03
Por: Redação

A Prefeitura de Guarujá realiza, na próxima quarta-feira (23), às 19 horas, no Teatro Municipal Procópio Ferreira, localizado na Avenida Dom Pedro I, 350, no Jardim Tejereba, a 10ª edição da Honraria Medalha Tereza de Benguela.

Promovida pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuci), a iniciativa reconhece mulheres do município que se destacam por sua atuação em defesa da igualdade, da justiça e da valorização da cultura afro-brasileira.

A cerimônia integra as comemorações do Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrado em 25 de julho e instituído pela Lei Federal nº 12.987/2014.

Mulheres homenageadas

As homenageadas da 10ª edição da Medalha Tereza de Benguela são:

Sobre Tereza de Benguela

Embora o local exato de seu nascimento seja desconhecido, Tereza de Benguela marcou a história brasileira ao liderar, por cerca de duas décadas, uma comunidade formada por pessoas negras e indígenas às margens do Rio Guaporé, na antiga Capitania de Mato Grosso.

Após a morte de José Piolho, líder do Quilombo do Piolho, também conhecido como Quilombo do Quariterê, Tereza assumiu o comando da comunidade no início da década de 1750.

Sob sua liderança, o quilombo fortaleceu sua organização política, econômica e social, tornando-se um importante símbolo de resistência contra o sistema colonial.

O Quilombo do Quariterê possuía uma estrutura administrativa organizada. Tereza implantou um sistema de parlamento, no qual representantes se reuniam para discutir decisões importantes da comunidade. Além da administração, ela coordenava a produção, a defesa e a organização política do território.

A resistência do Quilombo do Piolho permaneceu até 1770, quando a comunidade foi destruída pelas forças coloniais. Seus integrantes foram mortos ou aprisionados, e os sobreviventes sofreram perseguições e punições.

Mesmo após a destruição do quilombo, o legado de Tereza de Benguela permanece como símbolo da resistência do povo negro, da luta por liberdade, justiça e igualdade, inspirando gerações e reafirmando o protagonismo das mulheres negras na história do Brasil.

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