Separar tampinhas plásticas das garrafas PET, guardar o óleo de cozinha usado para evitar a contaminação do solo e do mar, levar pilhas para o descarte correto e separar materiais recicláveis são atitudes simples que fazem diferença para o meio ambiente e para a cidade.
Em Itanhaém, a sustentabilidade vem sendo construída com a participação da comunidade por meio dos projetos Ecoberna, Tampinha Solidária, Realiza e Pilhação, desenvolvidos nas escolas da Rede Municipal de Ensino. As iniciativas envolvem alunos e famílias em ações que contribuem para a preservação dos recursos naturais, redução da poluição e cuidado com os animais do município.
Educação ambiental nas escolas
Antes da execução de cada projeto, a Secretaria de Educação realiza um trabalho permanente de conscientização. Segundo a coordenadora de Educação Ambiental da Seduc, Carol Peres, todas as 51 escolas da Rede Municipal participam das iniciativas, com formação dos profissionais da Educação e logística organizada em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente.
“A gente faz a formação com os profissionais das escolas e organiza toda a logística para a coleta desses materiais em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente.”
Para a coordenadora, o impacto dos projetos vai além da quantidade de resíduos recolhidos. O principal resultado está na mudança de hábitos das famílias.
“Os projetos mobilizam os alunos e as suas famílias, reduzindo a quantidade de resíduos descartados nos aterros sanitários e o impacto que causam no meio ambiente. Pensando no alcance dos projetos, através das nossas 51 escolas, cerca da metade da população está participando com a gente desses projetos.”
Projeto Ecoberna
O Projeto Ecoberna é referência no recebimento de materiais que precisam de destinação ambientalmente adequada. A iniciativa orienta a população sobre a separação correta dos resíduos e evita que materiais sejam descartados de forma irregular, protegendo o solo, rios e o oceano.
Na EM Bernardino de Souza Pereira, o projeto recebeu reconhecimento nacional. Os alunos conquistaram a medalha de ouro na Olimpíada Brasileira do Oceano e receberam R$ 15 mil, além de um laboratório maker de tecnologia, pelo trabalho desenvolvido.
Segundo a professora de Ciências, Veronica Wiechert Albuixech, a arrecadação de materiais recicláveis é estimulada por meio de competições e gincanas. Todo o material recolhido é destinado à Coopersol.
Tampinha Solidária
O Projeto Tampinha Solidária demonstra como pequenos objetos podem gerar grandes transformações. As tampinhas plásticas arrecadadas são encaminhadas para reciclagem e ajudam o Fundo Social de Solidariedade na compra de ração e em outros cuidados destinados aos animais do município.
Na EM Leonor Mendes de Barros, a professora Fabíula Berti utiliza competições entre estudantes para incentivar a participação.
“Aqui eu realizo uma competição entre meninos e meninas ao longo do ano. Quem arrecada mais tampinhas recebe uma premiação. Os prêmios são simples, mas contribuem muito para incentivar a participação deles.”
Projeto Realiza
O Projeto Realiza é voltado à coleta de óleo de cozinha usado. O descarte incorreto desse resíduo pode contaminar a água, prejudicar a rede de esgoto e causar impactos ambientais.
Quando entregue nos pontos de coleta, o óleo é reciclado e transformado em novos produtos, como sabão, além de gerar recursos para as unidades escolares participantes.
Na EM Tia Pombinha, a diretora Nathalia Monteiro promove gincanas periódicas para incentivar a arrecadação. Os estudantes recebem uma garrafinha personalizada com a frase “Orgulho de ser amigo do planeta”, tornando-se multiplicadores da iniciativa.
Projeto Pilhação
O Projeto Pilhação, desenvolvido na EM Ignez Martins, trabalha o descarte correto de pilhas e baterias, materiais que podem liberar substâncias químicas prejudiciais ao solo e à água quando descartados incorretamente.
A assessora pedagógica Déborah Vicenzi destaca a importância de estimular essa consciência desde a infância.
“Temos reforçado a iniciativa todos os dias, solicitando aos pais por meio das redes sociais e também enfatizando o assunto no conteúdo pedagógico trabalhado com os alunos.”
Segundo o coordenador do Centro de Educação Ambiental, William Carrillo, a iniciativa recolheu aproximadamente 150 quilos de pilhas e baterias usadas, encaminhadas para a logística reversa e descarte ambientalmente adequado.
Educação ambiental e cidadania
As iniciativas desenvolvidas nas escolas transformam conhecimento em atitude e fazem da educação ambiental uma ferramenta de cidadania. A cada tampinha arrecadada, litro de óleo reciclado, pilha descartada corretamente ou material separado para reciclagem, alunos e famílias contribuem para uma cidade mais limpa, sustentável e preparada para o futuro.