O Conselho Municipal do Idoso (CMI) de Mongaguá apresentou publicamente o Relatório de Impacto das ações e dos fluxos de atendimento realizados entre outubro de 2025 e julho de 2026. O balanço técnico foi divulgado durante a 5ª Reunião Metropolitana dos Conselhos de Direitos da Pessoa Idosa, sediada no município na última terça-feira (14).
De acordo com o levantamento, o órgão processou 627 ocorrências no período analisado. Deste total, 598 demandas foram apuradas, mediadas e arquivadas pelas equipes técnicas, enquanto 29 casos permanecem em andamento, resultando em uma taxa de resolutividade superior a 95%.
O diagnóstico estatístico detalhou o perfil das demandas recebidas pelo conselho para subsidiar ações preventivas e de proteção à pessoa idosa.
Os casos de violação de direitos lideraram as notificações, com 213 registros. Em seguida aparecem as ocorrências de negligência, com 209 casos, e os relatos de maus-tratos, que somaram 128 notificações.
No recorte por faixa etária, a maior concentração de atendimentos ocorreu entre idosos de 60 a 70 anos, totalizando 121 pessoas acolhidas pelo serviço.
Segundo a coordenação do CMI, o volume de registros demonstra a confiança da população nos canais oficiais de atendimento e reflete o trabalho de busca ativa e de saneamento de pendências acumuladas ou reincidentes.
A reunião metropolitana contou com cerca de 35 representantes dos municípios de Santos, Bertioga, Cubatão, Praia Grande e São Vicente. O encontro teve como foco o compartilhamento de boas práticas e a identificação de desafios comuns relacionados ao envelhecimento da população na região.
Durante os debates, os participantes discutiram estratégias para ampliar a articulação regional e buscar novos investimentos junto aos governos estadual e federal.
Entre os principais encaminhamentos definidos estão o aprimoramento dos fluxos de atendimento, o fortalecimento da rede de proteção e o planejamento de melhorias estruturais para o funcionamento dos conselhos municipais.
O CMI de Mongaguá mantém fluxo contínuo de encaminhamentos com diferentes setores da administração pública e da assistência social.
Entre os principais parceiros estão o CREAS, responsável pela mediação de conflitos e pelo acompanhamento de situações de violação de direitos, a rede municipal de Saúde e o CRAS, que atua no acompanhamento de demandas complexas e na assistência às famílias.
O presidente do Conselho Municipal do Idoso, Neuris Lima, afirmou que sediar a reunião metropolitana reforça o compromisso de Mongaguá com as políticas públicas voltadas à pessoa idosa.
“Sediar esta reunião metropolitana demonstra o compromisso inequívoco de Mongaguá com as políticas voltadas à pessoa idosa. Os desafios impostos pelo envelhecimento populacional acelerado exigem soluções integradas, e a articulação da Baixada Santista nos fortalece para captar novos recursos e otimizar nossas estruturas”, declarou.
Lima também destacou o suporte recebido da Casa dos Conselhos e de diferentes secretarias municipais para viabilizar as ações técnicas do órgão.
“Deixo um agradecimento especial ao apoio integral e contínuo que este Conselho recebe da Casa dos Conselhos e das Secretarias Municipais de Assistência Social, Esporte, Educação, Turismo e Saúde. É esse trabalho transversal que viabiliza nossas ações na prática, promovendo bairros amigos do idoso e atividades recreativas para garantir dignidade e envelhecimento ativo na nossa cidade”, afirmou.
Com a apresentação do relatório e a realização do encontro regional, Mongaguá reforça a integração entre os municípios da Baixada Santista na formulação de políticas públicas voltadas ao envelhecimento da população, buscando ampliar a proteção, a prevenção de violações de direitos e a promoção de um envelhecimento ativo e digno.