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Semana do Patrimônio Santista debate formas de financiar preservação de imóveis históricos
Especialistas discutiram leis de incentivo, políticas públicas e alternativas para viabilizar obras de conservação e restauro
27/08/2026 14h02
Por: Redação
16h: Reunião do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa), em referência aos 35 anos da criação da legislação que instituiu o conselho. A atividade é exclusiva para membros e convidados.

A 2ª Semana do Patrimônio Santista promoveu, nesta quarta-feira (26), um debate sobre alternativas para financiar a conservação e o restauro de imóveis históricos. O painel “Instrumentos de Financiamento da Preservação” foi realizado na Associação Comercial de Santos (ACS) e reuniu arquitetos, urbanistas e profissionais ligados à preservação cultural.

O encontro destacou a importância de criar mecanismos que tornem a recuperação de imóveis protegidos mais viável, além de reforçar o papel das políticas públicas e da participação da sociedade na preservação da memória de Santos.

Leis de incentivo podem ajudar na recuperação de imóveis

Durante o painel, a arquiteta e urbanista Raquel Nery, mestre pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) e servidora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) há 19 anos, apresentou alternativas que podem contribuir para a preservação de bens culturais.

Entre os mecanismos citados estão as leis de incentivo à cultura e a transferência do direito de construir. Segundo a especialista, essas ferramentas podem ajudar a tornar projetos de recuperação de imóveis históricos mais viáveis financeiramente.

Raquel também ressaltou que a preservação deve estar ligada a outras ações, como valorização da memória, qualificação profissional, inclusão e participação da população.

Políticas públicas são apontadas como parte da preservação

A arquiteta e urbanista Jaqueline Fernández Alves, do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-SP), abordou a importância das políticas públicas de incentivo à cultura e à preservação do patrimônio.

Ela citou programas e mecanismos como a Lei Rouanet, a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), o Programa de Ação Cultural (ProAC) e iniciativas municipais como o Facult e o Promicult.

“O fomento também é uma política de preservação. Precisamos entender essas iniciativas como parte desse processo”, afirmou Jaqueline.

A programação também contou com uma palestra do subprefeito de Paranapiacaba, Fábio Picarelli, e uma oficina sobre captação de recursos para projetos de patrimônio cultural. A atividade foi conduzida pelo arquiteto e urbanista Gustavo Miranda, coordenador do escritório descentralizado do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP) na Baixada Santista e no Vale do Ribeira.

Programação segue até sábado em Santos

A 2ª Semana do Patrimônio Santista continua até sábado (29) com atividades gratuitas. A programação conta com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Semam) e correalização da Associação Comercial de Santos.

Quinta-feira (27)

16h: Reunião do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa), em referência aos 35 anos da criação da legislação que instituiu o conselho. A atividade é exclusiva para membros e convidados.

Local: Sala Princesa Isabel, no Palácio José Bonifácio, Praça Mauá.

Sexta-feira (28)

14h: Mesa-redonda “Patrimônio Imaterial”, com representantes do Iphan, da Fundação Cultural de Jacareí e do Conselho de Cultura de Santos.

16h: Apresentação cultural do Maracatu Zabelê.

17h: Happy hour.

Local: Associação Comercial de Santos, Rua XV de Novembro, 137, Centro Histórico.

Sábado (29)

Das 14h às 23h: Encontro de Culturas Populares, realizado em parceria com o Iphan e o Instituto Zabelê.

Locais: Casa do Trem Bélico, na Rua Tiro Onze, 11, e Casa do Patrimônio, no Largo Marquês de Monte Alegre, 2, ambos no Centro Histórico de Santos.