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Usafas Quietude e Santa Marina recebem encontros sobre violência contra a mulher
Rodas de conversa do Agosto Lilás levaram informação, orientação e acolhimento às mulheres atendidas nas unidades de saúde de Praia Grande
27/08/2026 13h49
Por: Redação
O projeto terá oito encontros e pretende criar um espaço permanente de diálogo com as mulheres sobre saúde física e mental, relacionamentos, cotidiano, dificuldades, conquistas e outros aspectos da vida.

As Usafas Quietude e Santa Marina, em Praia Grande, receberam nesta semana rodas de conversa voltadas à conscientização e ao combate à violência contra a mulher. As atividades fazem parte da programação do Agosto Lilás, campanha dedicada à prevenção da violência doméstica e à divulgação da rede de proteção às mulheres.

Os encontros também fazem referência aos 20 anos da Lei Maria da Penha, marco importante no enfrentamento da violência contra a mulher no Brasil. As atividades foram realizadas na terça-feira (25), na Usafa Quietude, e na quinta-feira (27), na Usafa Santa Marina.

Rodas de conversa levam informação e acolhimento

Com o tema “Dialogando com as Mulheres”, as atividades foram promovidas pela equipe e-Multi da Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande, responsável pelo atendimento nas duas unidades. Também participaram representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção Praia Grande.

Durante os encontros, as participantes receberam orientações sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher, direitos, políticas públicas e os serviços que fazem parte da rede de proteção. A proposta foi utilizar uma linguagem simples e acessível, criando um ambiente seguro para escuta, diálogo e troca de experiências.

Um dos objetivos da iniciativa foi ajudar as mulheres a reconhecer situações de violência que podem acabar sendo naturalizadas no cotidiano e mostrar onde buscar ajuda e orientação.

Rede de proteção às mulheres

A assistente social da equipe e-Multi, Juliana Florentino, destacou a importância de apresentar às participantes os diferentes serviços disponíveis no município.

Segundo ela, as mulheres precisam saber que podem encontrar acolhimento em equipamentos como as Usafas, os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e a OAB, além de outros serviços que integram a rede de proteção.

Durante as rodas de conversa também foram apresentadas informações sobre o Grupamento Guardiã Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal, que atua na proteção de mulheres em situação de violência doméstica. Para acionar a GCM de Praia Grande, o telefone é 153.

Novo projeto será realizado nas duas Usafas

Ao final das atividades, as participantes também conheceram o novo projeto “O território também é delas”, que será desenvolvido nas Usafas Quietude e Santa Marina.

A iniciativa será conduzida pela assistente social Juliana Florentino e pela psicóloga Gabriela de Castro, ambas integrantes da equipe e-Multi, e tem previsão de início em meados de setembro.

O projeto terá oito encontros e pretende criar um espaço permanente de diálogo com as mulheres sobre saúde física e mental, relacionamentos, cotidiano, dificuldades, conquistas e outros aspectos da vida.

Participação de diferentes profissionais

Além das profissionais da Sesap, participaram das atividades a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Jussara Santos, a conselheira Ana Fábia Costa Souza e a advogada Ligia Gomes, presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB, Subseção Praia Grande.

Agosto Lilás e a Lei Maria da Penha

O Agosto Lilás é dedicado à conscientização e ao combate à violência contra a mulher. A campanha está relacionada à criação da Lei Federal nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006.

A campanha busca ampliar o conhecimento da população sobre a violência doméstica, incentivar a identificação de situações de risco e divulgar os canais de denúncia e os serviços que oferecem acolhimento e proteção às vítimas.

Em Praia Grande, as ações realizadas nas unidades de saúde reforçam a importância da informação e da escuta como ferramentas de prevenção e de fortalecimento da rede de proteção às mulheres.